Informações Técnicas

SPDA, Descargas Atmosféricas e Para-raio

Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas: captação, descida, aterramento e para-raios — o que compõe cada etapa.

Um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) reúne três subsistemas que trabalham juntos: captação (para onde o raio é atraído), descida (como a corrente é conduzida) e aterramento (para onde a corrente é dissipada no solo) — no Brasil, o dimensionamento segue a NBR 5419.

Para linhas de distribuição e subestações, o para-raio (DPS de alta tensão) protege equipamentos contra surtos que chegam pela rede, limitando a sobretensão a um nível seguro para transformadores e outros ativos.

A escolha dos componentes depende do nível de proteção exigido pelo projeto (classe I a IV da NBR 5419), do tipo de estrutura e da classe de tensão da rede, no caso dos para-raios.

O que considerar

Captação

Hastes e cabos de captação definem a área protegida pelo método de Franklin ou malha, conforme o projeto.

Aterramento do SPDA

A malha e as hastes de aterramento do SPDA seguem os mesmos princípios de baixa impedância dos demais sistemas de aterramento — conectores e solda exotérmica de qualidade são críticos aqui.

Para-raio polimérico

Protege a rede de distribuição contra surtos atmosféricos e de manobra; a classe de tensão (kV) e a corrente de descarga (kA) precisam ser compatíveis com a rede.

Projeto e dimensionamento

O dimensionamento do SPDA deve ser feito por profissional habilitado conforme a NBR 5419 — este conteúdo é uma introdução ao tema, não substitui um projeto técnico.